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Como usamos inteligência artificial

Última atualização: 10 de agosto de 2026 · Clínica Viana

Esta página existe para cumprir a Resolução CFM nº 2.454/2026, que regulamenta o uso de inteligência artificial na medicina. Ela explica, em linguagem simples, onde usamos essa tecnologia, para quê, o que ela não faz e quais são os seus direitos.

A decisão é sempre do médico

A inteligência artificial aqui é uma ferramenta de escrita e de organização. Ela ouve o que foi dito na consulta e organiza o texto do prontuário, e ajuda o médico a encontrar, na tabela do convênio, o código correspondente ao que ele registrou. Ela não examina você, não dá diagnóstico, não escolhe tratamento, não receita e não conversa com você.

Todo texto produzido passa pela leitura, correção e validação do médico antes de virar registro. Quem responde pelo que está escrito, e por toda decisão sobre o seu cuidado, é o médico que assina — não o programa.

Classificação de risco

Risco médio. A maior parte dos sistemas de IA deste aplicativo atua em documentação e apoio administrativo: transcrevem e organizam o que foi registrado pelo profissional. Um deles vai além: ao final da consulta, a partir do que o médico escreveu, aponta quais procedimentos do rol do convênio poderiam ser aplicáveis àquele quadro — inclusive alguns que o registro não menciona. Como isso pode influenciar indiretamente a decisão do profissional, o aplicativo é classificado como de risco médio. Nenhum sistema emite diagnóstico, prescreve medicação ou indica tratamento, nenhum age sozinho, e toda saída passa por revisão e validação humana antes de virar registro ou cobrança.

Classificação feita conforme os critérios do Anexo II da Resolução CFM nº 2.454/2026 e revista sempre que um recurso novo é ligado.

Onde usamos, exatamente

Gravação e redação da consulta

Para quê:
Transcrever o que foi falado na consulta e organizar em prontuário estruturado, para o profissional revisar e corrigir antes de salvar.
O que entra:
Áudio da consulta, gravado com consentimento registrado. O áudio é apagado automaticamente em 30 dias; a transcrição bruta também.
Quem processa:
OpenAI (transcrição) e Anthropic (organização do texto)
O que não faz:
Não sugere diagnóstico, conduta ou medicação. Não registra medicamento que não tenha sido dito em voz alta, e não infere lado (direito ou esquerdo) que não tenha sido falado — as duas coisas são conferidas automaticamente e avisadas ao profissional.

Perguntar à IA sobre o histórico

Para quê:
Responder uma pergunta do profissional sobre o histórico daquele paciente com ele mesmo, citando a data de cada informação.
O que entra:
As evoluções registradas pelo próprio profissional com aquele paciente. Pergunta e resposta não são gravadas em lugar nenhum.
Quem processa:
Anthropic
O que não faz:
Responde apenas o que está escrito no histórico. Quando não encontra, diz que não encontrou — nunca completa com conhecimento próprio, nunca opina e nunca sugere conduta.

Ditado da descrição cirúrgica

Para quê:
Transformar a descrição ditada em voz pelo cirurgião em um texto organizado nas seções padrão.
O que entra:
Áudio do ditado, que não é armazenado em momento algum.
Quem processa:
OpenAI (transcrição) e Anthropic (organização do texto)
O que não faz:
Seção que não foi ditada é omitida, nunca preenchida com texto genérico. A lista do que faltou é um lembrete para o cirurgião, não licença para a IA completar.

Resumo do dia

Para quê:
Resumir para o profissional, em um parágrafo, como está o dia dele: agenda, cirurgias próximas e lembretes.
O que entra:
A agenda do dia e a primeira linha da última consulta de cada paciente, registrada pelo próprio profissional.
Quem processa:
Anthropic
O que não faz:
É um resumo de organização do dia. Não sugere conduta e não substitui a leitura da ficha.

Dossiê do dia (resumo pré-consulta)

Para quê:
Resumir, para o profissional, o que ficou da última consulta de cada paciente agendado para hoje.
O que entra:
As evoluções registradas pelo próprio profissional com aqueles pacientes.
Quem processa:
Anthropic
O que não faz:
É um resumo do que já está no prontuário, para leitura antes da consulta. Não sugere conduta e não substitui a leitura da ficha.

Leitura de folha de internação por foto

Para quê:
Ler os dados de uma folha de internação fotografada e preencher o cadastro da cirurgia, para conferência.
O que entra:
A fotografia do documento.
Quem processa:
Anthropic
O que não faz:
Apenas copia o que está escrito no papel. Campo ilegível fica em branco — não é adivinhado.

Sugestão de códigos do convênio

Para quê:
Ao final da consulta, apontar ao médico quais códigos da tabela de procedimentos do convênio se aplicam ao que ele registrou — e quais poderiam se aplicar àquele quadro, como lembrete de que existem.
O que entra:
O texto da evolução que o próprio médico acabou de escrever, junto com a lista de códigos do convênio. Pergunta e resposta não são gravadas; ficam apenas os códigos que o médico marcar.
Quem processa:
Anthropic
O que não faz:
Sugere código de faturamento, nunca tratamento: não indica conduta, não cita medicamento e não escreve nada no prontuário. Quando afirma que algo foi feito, é obrigada a copiar o trecho do registro que prova — e o aplicativo confere essa citação automaticamente. O que ela aponta como apenas cabível vem separado, desmarcado e com o aviso de que só se cobra o que foi realmente realizado. Nada é cobrado automaticamente: o aplicativo não envia nada ao convênio.

Lançamento de despesa por foto

Para quê:
Ler valor, data e descrição de uma nota ou recibo fotografado e preencher o lançamento financeiro.
O que entra:
A fotografia do comprovante. Não envolve dado de paciente nem de saúde.
Quem processa:
Anthropic
O que não faz:
Apenas copia o que está no comprovante, para conferência antes de salvar. É uso administrativo, sem relação com o cuidado.

Nota de voz do profissional (agenda pessoal)

Para quê:
Transformar um recado que o profissional grava para si mesmo — um compromisso, uma tarefa, uma ideia — em lembrete com data ou em anotação, para ele conferir e guardar na própria agenda.
O que entra:
O áudio do recado, que não é armazenado em momento algum. É a agenda particular do profissional: não envolve paciente, consulta nem dado de saúde.
Quem processa:
OpenAI (transcrição) e Anthropic (separação em itens)
O que não faz:
Apenas separa e organiza o que foi dito. Não marca nada sozinha: tudo aparece na tela para o profissional aprovar antes de ser guardado, e data que não foi falada em voz alta é recusada automaticamente pelo aplicativo.

Limitações que você deve conhecer

Sistemas de inteligência artificial erram. Podem entender mal uma palavra, perder um trecho de áudio em ambiente barulhento ou organizar o texto de um jeito incompleto. É exatamente por isso que nada do que eles escrevem entra no prontuário sem revisão humana.

Também não usamos os seus dados para treinar ou aprimorar nenhum modelo de inteligência artificial.

Seus direitos

  • Ser informado, de forma clara, sempre que a inteligência artificial for usada como apoio no seu cuidado.
  • Recusar o uso de inteligência artificial no seu atendimento, sem que isso prejudique o cuidado. A recusa fica registrada na sua ficha e vale para as consultas seguintes.
  • Saber que a decisão sobre diagnóstico, tratamento e qualquer conduta é sempre do médico — a inteligência artificial não decide nada e não fala com você.
  • Questionar e pedir revisão de qualquer registro, bem como buscar segunda opinião.
  • Ter a privacidade e a confidencialidade dos seus dados preservadas em todas as etapas.

Para exercer qualquer um deles, basta dizer ao médico durante a consulta ou entrar em contato pelo telefone (51) 3741-1548.

Proteção dos seus dados

O tratamento dos seus dados — inclusive o que é enviado a esses sistemas, por quanto tempo fica guardado e como é apagado — está descrito na política de privacidade.